DWS Brasil reúne executivas do varejo, luxo e turismo para discutir inteligência artificial, comportamento, personalização e a nova economia da experiência.
Se produtos podem ser comparados em segundos, preços estão disponíveis em qualquer tela e a inteligência artificial começa a participar das decisões de compra, onde estará o verdadeiro diferencial das marcas?

Essa é a provocação que abre o painel de Experiência, Inovação e Tendências do Desert Women Summit Brasil.
Os movimentos apresentados pela NRF 2026 apontam para um varejo no qual inteligência artificial, personalização, confiança, comunidade e integração entre ambientes físicos e digitais deixam de ser tendências isoladas e passam a redesenhar o próprio modelo de negócio.
E o comportamento do consumidor acompanha essa transformação.
No luxo, exclusividade passa a dividir espaço com tempo, acesso, personalização, curadoria, descoberta e experiências capazes de produzir memória.
É nesse ponto que varejo, luxo e turismo começam a falar a mesma língua.
Simone Sancho, ex-Sephora e fundadora da Belong Be, traz a perspectiva do varejo e da construção de marcas em um ambiente no qual tecnologia facilita a transação, mas relevância e pertencimento continuam sendo construções humanas.

Renata Yano, com uma longa trajetória ligada à Teresa Perez, coloca em discussão o novo consumidor de luxo e uma pergunta: como surpreender alguém que já pode acessar praticamente tudo?
Giulia Buratta, CEO da Blanc Tour, discute o valor da curadoria diante da oferta infinita. Se a inteligência artificial pode entregar milhares de possibilidades em segundos, quanto passa a valer alguém capaz de entregar a escolha certa?
Thais Pereira, CEO da ViagemTur Experience, aborda personalização, confiança e a transformação do comportamento do viajante.

Janaína Araújo, CEO da LÉKÈ Destination Strategy & Representation e idealizadora do DWS Brasil, conecta esses movimentos à estratégia de destinos.
Um país também compete por atenção. Constrói desejo, reputação, posicionamento e percepção.
No turismo, portanto, percepção não é apenas consequência da experiência.
Percepção é parte do produto.
“Se tecnologia, preço e produto serão cada vez mais acessíveis e replicáveis, o que continuará verdadeiramente exclusivo? Talvez o luxo dos próximos anos esteja menos relacionado ao que poucas pessoas podem comprar e mais ao que poucas pessoas conseguem viver. Contexto, curadoria, emoção e memória são muito mais difíceis de copiar.”

Janaína Araújo, idealizadora do Desert Women Summit Brasil
A pergunta que fica para marcas, destinos e empresas é:
quando o consumidor puder encontrar praticamente tudo em qualquer lugar, por que ele escolherá você?
Edição 2026 01 a 10.09 – DWS Marrocos






























